Observação II: A espionagem continua

Na data de 29 de Abril, as minhas observações avançaram, o mergulho demora às vezes. Entretanto, foi importante e essencial prestigiar as aulas nessa data, pois consegui sentir a energia das turmas a 12.01 e a 12.02 as turmas com as quais eu trabalharia. Nessas observações, pude perceber como as turmas podem variar de humor de uma para outra, pois  tanto a recepção, quanto as interações foram diferentes e, com isso, conclui que o professor deve adaptar-se aos diferentes tipos de público. 



Por um lado, a primeira turma que visitei (12.01) foi muito extrovertida e participativa, por outro lado, a segunda (12.02) foi mais introspectiva. Todavia, não acredito que isso seja um aspecto negativo, apenas mostra o quão plural pode ser a sala de aula, porque, de uma turma para outra as coisas podem mudar. Cabe ao professor ou professora adequar a sua didática para cada turma, pois é um trabalho que vale a pena.

Por sua vez, o tema foi ministrado pela professora Fernanda sem empecilho algum. Ela leu, junto com os alunos da 12.01, um texto sobre o entomologista Market Moffet ou Doctor Bugs (para os íntimos). Basicamente, o texto foi pensado para ativar conhecimentos voltados para o Simple Present (SP), como podemos ver a seguir:


Fonte: Apostila

Como podemos analisar, o texto explora o Simple Present de maneira modesta, com os verbos do Simple Present em negrito. No entanto, na sala de aula foi trabalhada como uma estratégia de leitura, inferência  e construção de sentido. Antes de iniciar a leitura, a professora contextualizou os alunos sobre o significado de palavra "bug" (inseto em tradução básica), explicando que o termo surgiu para descrever falhas em sistemas após um inseto real causar um erro em um computador em 1947. 

Feita a pré-leitura, a professora trabalhou a pronúncia das palavras, o que é clássico para um professor de inglês. Logo, ela lia em voz alta e os alunos repetiam em uníssono as palavras do texto.

A professora Fernanda defende que os alunos são capazes de aprender uma Língua Estrangeira (LE), mesmo estando em um contexto de escola pública ou instituições federais, e eu compartilho dessa lógica pois nunca devemos (como professores) duvidar do potencial dos estudantes.

Finalizada a leitura, os estudantes da 12.01 foram convidados a exercitar as informações trabalhadas. O que mais me chamou a atenção foi o fato de eles fazerem constantes perguntas, isso é alegria de qualquer professor: perguntas repetidas, perguntas pertinentes, observações, curiosidades e, de novo, perguntas repetidas. E assim seguiu a aula, os alunos da 12.01 foram bastante produtivos e responderam as questões 2 à 10 das páginas 81-85.

O mesmo conteúdo foi ministrado na 12.02, entretanto, os alunos foram mais introvertidos, embora o nível de produtividade dessa turma seja excelente, a timidez pareceu-me um empecilho, apenas uma anjinha linda e do bem respondia a professora Fernanda. Contudo, não vejo essa oscilação de recepção com um defeito, de forma alguma, percebi alunos diferentes em um mesmo contexto e a sociedade é assim, plural, e isso deve ser respeitado e celebrado.

Quando terminou as aulas, a professora Fernanda e eu combinamos como seria a dinâmica da próxima aula, a qual eu ministraria, a ideia inicial foi trabalhar com as correções, portanto, meu plano de aula foi construído baseado no texto "Doctor Bugs" e nas atividades voltadas tanto para o texto, quanto para o Simple Present.

Concluindo a fase das observações, pude sentir o ambiente da IFTO, como os alunos se comportam, qual é a conexão afetiva da professora Fernanda com os seus pupilos e principalmente: qual seria o meu próximo passo, qual abordagem adotaria, qual seria minha didática. As cenas do próximo episódio você verá a seguir...

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